Protegendo o bem pessoal mais valioso do mundo
Os smartphones tornaram-se silenciosamente os dispositivos pessoais mais valiosos que as pessoas possuem hoje. Além da comunicação, agora funcionam como carteiras, escritórios, centros de entretenimento, rastreadores de saúde e cofres de identidade. À medida que o seu papel na vida quotidiana se expandiu, também aumentou o risco financeiro associado a danos, perdas ou roubos. Esta mudança impulsionou o mercado de seguros de telefonia móvel de um nicho adicional para uma indústria global em rápida expansão.
De acordo com a Pesquisa do BIS, o mercado global de seguros de telefonia móvel foi avaliado em 41,15 mil milhões de dólares em 2024 e deverá atingir 126,24 mil milhões de dólares até 2035, refletindo a necessidade crescente de proteger dispositivos cada vez mais caros e indispensáveis.
Por que o seguro de telefonia móvel não é mais opcional
A base do crescimento deste mercado reside na adoção explosiva de smartphones em todo o mundo. Embora a adoção inicial de seguros tenha sido impulsionada por usuários de telefones premium, o cenário evoluiu. Hoje, mesmo os smartphones de gama média possuem processadores avançados, sistemas multicâmaras e ecrãs frágeis, tornando as reparações dispendiosas e as substituições perturbadoras.
Ao mesmo tempo, o preço médio de venda (ASP) dos smartphones continua a subir, especialmente nos mercados desenvolvidos, onde os modelos emblemáticos excedem frequentemente os 1.000 dólares. Os custos de reparação, especialmente de ecrãs e componentes internos, seguiram uma tendência ascendente semelhante. Para os consumidores, o seguro surgiu como uma proteção racional contra perdas financeiras e períodos de inatividade operacional.
Esta convergência de maior valor dos dispositivos, inflação de reparações e dependência de smartphones constitui a espinha dorsal económica do mercado de seguros de telemóveis.
Da proteção básica à cobertura abrangente
À medida que as expectativas dos consumidores amadureceram, o seguro de telefonia móvel evoluiu além da simples cobertura contra danos acidentais. As políticas modernas oferecem agora proteção em vários níveis, refletindo a forma como os smartphones são usados e abusados em ambientes do mundo real.
As principais categorias de cobertura incluem:
- Proteção contra danos físicos, abordando quedas, rachaduras e exposição a líquidos
- Falha de componente interno, cobrindo mau funcionamento de hardware além das garantias do fabricante
- Proteção contra roubo e perda, cada vez mais relevante nos centros urbanos
- Proteção contra vírus e dados, reconhecendo os riscos de segurança cibernética
- Cobertura adicional, como degradação da bateria e danos a acessórios
Esta expansão dos tipos de cobertura transformou o seguro de um produto reativo em uma solução holística de proteção do ciclo de vida do dispositivo, alinhando-se bem com os estilos de vida digitais atuais.
A distribuição é o verdadeiro motor de crescimento
Embora a inovação na cobertura seja importante, a estratégia de distribuição tornou-se a verdadeira alavanca de crescimento do mercado. As compras de seguros independentes tradicionais estão dando lugar a modelos integrados e agrupados, onde o seguro é oferecido de forma integrada no ponto de venda.
Os fabricantes de equipamento original (OEM), os operadores de telecomunicações, os retalhistas e as plataformas de comércio eletrónico estão cada vez mais a estabelecer parcerias com seguradoras para integrar planos de proteção diretamente nas compras de dispositivos. Isso não apenas melhora as taxas de adoção, mas também permite que as seguradoras precifiquem as apólices com mais precisão, usando dados específicos do dispositivo e baseados no uso.
Os canais de distribuição digitais, especialmente as plataformas online e baseadas em aplicações, estão a reduzir ainda mais o atrito, permitindo inscrições instantâneas, preços transparentes e processamento de sinistros mais rápido.
A tecnologia está remodelando a experiência de seguros
Nos bastidores, a tecnologia está redefinindo a forma como o seguro de telefonia móvel funciona. As seguradoras estão aproveitando a inteligência artificial (IA), diagnósticos automatizados e avaliação de danos baseada em imagens para agilizar o gerenciamento de sinistros.
Por exemplo, a análise de fotos orientada por IA permite que os usuários carreguem imagens de dispositivos danificados, permitindo validação de danos quase instantânea e aprovação de reclamações. Isto não só reduz o tempo de processamento, mas também ajuda a combater a fraude – um dos desafios persistentes do mercado.
Paralelamente, a análise de dados e a telemetria de dispositivos estão a ser utilizadas para refinar modelos de subscrição, personalizar prémios e melhorar os índices de sinistralidade, tornando o negócio mais sustentável em escala.
Dinâmica regional: o crescimento não é uniforme
Geograficamente, o mercado apresenta padrões distintos de maturidade e oportunidades.
- América do Norte atualmente lidera devido à alta penetração de smartphones, adoção de dispositivos premium e fortes parcerias entre operadoras e seguradoras.
- Europa segue de perto, impulsionado pela conscientização do consumidor, ofertas agrupadas e estruturas regulatórias que incentivam a transparência.
- Ásia-Pacífico representa a região que mais cresce, impulsionada pela adoção massiva de smartphones em países como a China e a Índia, embora a penetração dos seguros permaneça relativamente baixa, criando vantagens a longo prazo.
- América Latina e Oriente Médio e África são mercados emergentes onde se espera que a melhoria da infraestrutura digital e o aumento da utilização de smartphones desbloqueiem a procura futura.
Estes contrastes regionais sublinham a razão pela qual as seguradoras adaptam cada vez mais os produtos e as estratégias de preços às condições do mercado local.
Previsão de pesquisa do BIS: um mercado construído para o longo prazo
A BIS Research projeta que o mercado de seguros de telefonia móvel cresça de US$ 41,15 bilhões em 2024 para US$ 126,24 bilhões em 2035, impulsionado pela dependência sustentada de smartphones, pela expansão dos ecossistemas digitais e pela inovação contínua em modelos de entrega de seguros.
Esta trajetória de crescimento não reflete uma tendência temporária, mas uma mudança estrutural em que a proteção dos dispositivos se torna um componente esperado da propriedade de smartphones, e não uma reflexão tardia.
Desafios que moldarão a próxima fase
Apesar dos fundamentos sólidos, o mercado enfrenta desafios notáveis. A baixa conscientização e as preocupações com a acessibilidade ainda limitam a adoção em regiões sensíveis aos preços. Sinistros fraudulentos e uso indevido continuam a pressionar as margens das seguradoras, enquanto termos de apólices complexos podem dissuadir compradores de primeira viagem.
No entanto, estes desafios são também catalisadores da inovação, incentivando estruturas políticas mais claras, preços baseados na utilização e mecanismos de deteção de fraude mais inteligentes.
O caminho a seguir: o seguro como companheiro digital
O futuro de seguro de celular reside na sua capacidade de integração perfeita no ecossistema digital mais amplo. À medida que os smartphones se tornam portas de entrada para serviços financeiros, cuidados de saúde e identidade digital, os seguros posicionar-se-ão cada vez mais como um companheiro digital que protege silenciosamente o dispositivo que protege todo o resto.
Para seguradoras, OEMs e fornecedores de plataformas, a oportunidade não é mais apenas cobrir riscos – trata-se de aumentar a confiança, a conveniência e os relacionamentos de longo prazo com os clientes em um mundo centrado em smartphones.



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